Happy hour com Tecnologia no IBTeC traz palestra sobre produto que muda conceito na produção de solas de borracha

Notícia publicada dia 09/03/2017

O primeiro Happy Hour com Tecnologia do IBTeC acontecerá no dia 22 de março, quarta-feira, a partir das 18h30min, R. Araxá, 750 - Ideal, Novo Hamburgo - RS. As inscrições estão abertas, no instituto, pelo telefone (51) 3553 100 ou pelo e-mail eventos@ibtec.org.br. A instituição pede 1 kg de alimento não perecível como ingresso.

“Nova tecnologia e conceito na produção de solas de borracha curada” será o tema do Happy Hour com Tecnologia do IBTeC, no dia 22 de março. O diretor técnico comercial da Retilox Química, Anthonio D’Angelo, apresentará a nova tecnologia que a indústria paulista está trazendo para o mercado calçadista. A novidade atende produtores de solas de borracha vulcanizadas e prensadas, assim como solas e viras em autoclave.

O palestrante explica que a nova tecnologia vem para revolucionar o mercado. Ele afirma que “a produção atual é complexa, tendo diversos processos e fases, começando pelo excesso de ingredientes utilizados. A novidade da Retilex possibilita o uso de menos itens de compras e de logística, fórmulas menos complexas e de menor custo, massa acelerada diretamente no bambry, composto com longo sel live (não pré vulcaniza ao longo do tempo); e produção mais simples e em uma só etapa, pois a aceleração ocorre diretamente no bambury e não em uma segunda fase, como se utiliza no sistema convencional.

A tecnologia proposta pela Retilox para a produção de solados de borracha vulcanizados por compressão envolve principalmente a troca do sistema de cura - via enxofre e aceleradores e seus ativadores e retardador - pelo revolucionário sistema de cura, base peróxido especial, já com patente requerida, que elimina todos esses ingredientes, operando à baixa temperatura de 150 a 165°C.

No sistema usado até agora, a aceleração é adicionada após descanso da massa por 24h, em cilindro aberto, para evitar a pré-cura, com tempos de cura longos, com baixa produtividade e maior consumo de energia elétrica. Ainda há os riscos de pré cura e perda da massa, além dos problemas de descoloração. No quesito sustentabilidade, existe uma maior dificuldade na reutilização de rebarbas e reciclagem.

Com o sistema que será apresentado na palestra, a massa acelerada e depois de pronta, tem um tempo de descanso menor, entre uma e oito horas, enquanto com no sistema convencional se utiliza 24h, pois normalmente a aceleração é adicionada após descanso de 24h da massa em cilindro aberto, para evitar a pré- cura. Agilizando os tempos de cura, as indústrias ganham produtividade, menor custo de energia e melhor aproveitamento da mão de obra.

Os tempos de cura, em geral, são muito mais rápidos (menos de 60“) com altíssima produtividade, menor consumo de energia, e melhor aproveitamento da mão de obra. O sistema ainda proporciona propriedades físico químicas superiores, e processo de reciclagem mais eficiente, com melhor aproveitamento na reutilização de rebarbas ou outra perdas. As cores ficam mais vivas, e o branco com maior alvura (as solas brancas não amarelam com a exposição à luz solar). A novidade traz ainda a possibilidade de redução de tempo de auto clave em viras e solas de 1h em média para 20 a 30 minutos para os tênis vulcanizados. E os custos globais do processo são menores.

<< Voltar